(re)futuro 21.xxi

O futuro é informe.

Que oportunidades queremos dar ao nosso tempo? Como gostaríamos de interagir com o território, com a natureza e com os outros seres humanos? O momento que vivemos mostrou-nos que necessitamos de uma vida mais estendida aos nossos semelhantes e ao ambiente que nos envolve: se, por um lado, experimentamos o valor afetivo, através das tecnologias digitais, que nos foram salvando do total isolamento e nos permitiram manter o contacto (virtual), por outro,  intensifica-se a necessidade do toque inter-humano, totalmente insubstituível por quaisquer meios de virtualização. A consciencialização das relações corpo-corpo e corpo-espaço são agora repensadas pela quase ausência da fisicalidade. Se a globalização, tendencialmente anónima, tem vindo a distrair a atenção para as relações locais, a ponto de se temer uma dissolução das particularidades pessoais e culturais na massa uniforme dos sistemas, este será o momento para a concreta perceção da dimensão dos seus problemas e, conjuntamente, da análoga condição da fragilidade humana que emana do pretexto comum. 

 

O ciclo (re)futuro 21.xxi apresenta, através da criação artística e do debate, a exortação da (re)novação do porvir que se antevê (des)ordenado e (des)controlado. “Tempo e Modo”, “Natureza e Paisagem”, “Território e Humanidade” serão as matérias pensadas por João Acciaiuoli, Miguel Costa, Aurora dos Campos e Tomás Ribas.

miguel costa — paisagens menores.jpg